Levantamento do Correio aponta situação dramática em funcção da estiagem. Para agravar o problema, diálogo entre as Defesas Civis estaduais e o escritório nacional está defasado
Débora Álvares, do Correio Braziliense
Enquanto o país ainda não se recuperou da tragédia na região serrana do Rio, onde a chuva matou mais de 800 pessoas, um outro cenário de drama em razão de mudanças climáticas começa a se desenhar nos dois extremos do país. Levantamento feito pelo Correio com todas as Defesas Civis do Brasil mostra que 123 municípios do Nordeste decretaram estado de emergência por causa da seca. O Rio Grande do Sul, estado que historicamente tem a melhor distribuição de chuvas de todo o Brasil, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), também sofre com a estiagem e tem 13 cidades nessa situação.
Apesar de a situação exigir atenção de todos os órgãos responsáveis, as Defesas Civis estaduais, aparentemente, não mantêm um diálogo direto e eficaz com o órgão central de controle, a Secretaria Nacional de Defesa Civil. Para se ter uma ideia, enquanto a Secretaria Nacional tem registro de cinco municípios cearenses com decreto de estado de emergência em análise e nenhum com a situação reconhecida, o órgão estadual afirma que já são 85. O mesmo ocorre na Bahia, onde 21 cidades pediram ajuda, segundo dados estaduais, mas nacionalmente apenas sete foram registradas.
Enquanto o país ainda não se recuperou da tragédia na região serrana do Rio, onde a chuva matou mais de 800 pessoas, um outro cenário de drama em razão de mudanças climáticas começa a se desenhar nos dois extremos do país. Levantamento feito pelo Correio com todas as Defesas Civis do Brasil mostra que 123 municípios do Nordeste decretaram estado de emergência por causa da seca. O Rio Grande do Sul, estado que historicamente tem a melhor distribuição de chuvas de todo o Brasil, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), também sofre com a estiagem e tem 13 cidades nessa situação.
Apesar de a situação exigir atenção de todos os órgãos responsáveis, as Defesas Civis estaduais, aparentemente, não mantêm um diálogo direto e eficaz com o órgão central de controle, a Secretaria Nacional de Defesa Civil. Para se ter uma ideia, enquanto a Secretaria Nacional tem registro de cinco municípios cearenses com decreto de estado de emergência em análise e nenhum com a situação reconhecida, o órgão estadual afirma que já são 85. O mesmo ocorre na Bahia, onde 21 cidades pediram ajuda, segundo dados estaduais, mas nacionalmente apenas sete foram registradas.